Um CFO revela: O que o setor financeiro realmente espera do Marketing?
- Comunicação

- há 6 dias
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Se você quer aumentar seu orçamento de marketing, a criatividade e as boas ideias não são suficientes. É preciso dominar a língua do Diretor Financeiro (CFO). Em um cenário corporativo cada vez mais orientado por dados, entender a dinâmica entre "investimento" e "despesa" é crucial para a sobrevivência e o crescimento do departamento de marketing.
Jove Oakley, CFO da Alchemer, plataforma de gestão de feedback, esclarece como a mente financeira opera. Para um diretor financeiro, o orçamento da empresa se divide em duas categorias básicas: Geração de Receita e Despesas Gerais (Overhead).
A lógica é implacável: atividades que comprovadamente geram receita recebem injeções de orçamento e aumentos. Por outro lado, áreas vistas apenas como despesas gerais são os alvos primários de cortes, desde que a manutenção do serviço seja garantida.
Para Oakley, o segredo para uma negociação orçamentária produtiva é simples: o marketing deve parar de se posicionar como um centro de custo criativo e provar, através de dados, que seus projetos pertencem à categoria de geração de receita.
Quais métricas realmente importam?
Para conquistar a confiança do financeiro, é necessário apresentar indicadores de solidez, e não apenas métricas de vaidade. Oakley aponta que os CFOs querem ver:
* Valor do Ciclo de Vida do Cliente (LTV);
* Taxas de retenção de clientes;
* Taxas de cancelamento (Churn);
* Receita média por cliente ou conta.
Começando na prática
A transição para esse modelo analítico pode parecer intimidadora, mas Bo Bandy, CMO da Alchemer, alerta que não é necessário criar modelos complexos logo de início.
A estratégia recomendada por ela é começar pequeno: inicie a conversa com o CFO sobre um programa ou campanha específica. Compartilhe métricas que respondam à pergunta fundamental: "Isso foi um bom investimento?". Segundo Bandy, essa abordagem simples é algo que o marketing pode fazer sozinho e que constrói a credibilidade necessária para pleitos maiores.
Ao alinhar essas visões, a Alchemer não apenas melhorou sua relação interna entre departamentos, mas conseguiu analisar os números friamente e reduzir seus Custos de Aquisição de Clientes (CAC)
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