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Por que Histórias (e não Gráficos) Comandam Decisões.

  • Foto do escritor: Comunicação
    Comunicação
  • há 10 horas
  • 2 min de leitura
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A Humana, gigante do setor de seguros, enfrentava um paradoxo moderno: possuía 44.000 painéis de dados (dashboards), mas seus executivos continuavam pedindo mais. A esperança era que o próximo relatório finalmente explicasse o anterior. Para quebrar esse ciclo vicioso, a empresa não contratou mais analistas, mas um especialista em Data Storytelling.


David Ciommo, líder de narrativa de dados da marca, diagnosticou o problema: profissionais de marketing são excelentes contadores de histórias para campanhas externas, mas falham ao apresentar resultados internos, limitando-se a gráficos frios.


O Cérebro Humano vs. Dados Brutos


A premissa é biológica. Seres humanos não processam dados de forma intuitiva; processamos histórias. "Quanto mais informações temos, mais difícil é tomar decisões", explica Ciommo. O excesso de dados sem narrativa gera paralisia e alimenta vieses perigosos:

* Viés Cognitivo: Criar uma "realidade subjetiva" baseada em percepção, não em fatos.

* Viés de Automação: Confiança cega em sugestões de sistemas, levando a decisões ruins.

A narrativa de dados atua como o veículo que transporta a informação bruta até a compreensão humana, tornando-a relevante.


Visualização não é Storytelling

Ciommo faz uma distinção crucial: ter dados em um design bonito é apenas "visualização de dados" — um mecanismo de entrega. Storytelling com dados exige uma mudança de mentalidade.


O processo não começa com a planilha, mas com perguntas ao público interno (os executivos):

* Quem é o público-alvo desta história?

* O que os painéis atuais não estão respondendo?

* O que vocês precisam fazer com essa informação?

Somente após definir a narrativa é que a equipe busca os dados para sustentá-la. Na Humana, essa inversão de lógica reduziu o tempo de entrega de projetos de meses para semanas e eliminou surpresas nas reuniões de diretoria.

Inteligência de Decisão


O objetivo final é a "Inteligência de Decisão", uma disciplina que une Ciência de Dados a Ciências Sociais. Não basta que a solução digital seja elegante; ela precisa ser acionável.

A lição final de Ciommo para o mercado é clara: se o dado não impulsiona a empresa ou o cliente para frente, ele é apenas ruído e confusão.


Para revelar a verdade por trás dos números, é preciso voltar a focar no elemento humano da equação.

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