Por que Histórias (e não Gráficos) Comandam Decisões.
- Comunicação

- há 10 horas
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A Humana, gigante do setor de seguros, enfrentava um paradoxo moderno: possuía 44.000 painéis de dados (dashboards), mas seus executivos continuavam pedindo mais. A esperança era que o próximo relatório finalmente explicasse o anterior. Para quebrar esse ciclo vicioso, a empresa não contratou mais analistas, mas um especialista em Data Storytelling.
David Ciommo, líder de narrativa de dados da marca, diagnosticou o problema: profissionais de marketing são excelentes contadores de histórias para campanhas externas, mas falham ao apresentar resultados internos, limitando-se a gráficos frios.
O Cérebro Humano vs. Dados Brutos
A premissa é biológica. Seres humanos não processam dados de forma intuitiva; processamos histórias. "Quanto mais informações temos, mais difícil é tomar decisões", explica Ciommo. O excesso de dados sem narrativa gera paralisia e alimenta vieses perigosos:
* Viés Cognitivo: Criar uma "realidade subjetiva" baseada em percepção, não em fatos.
* Viés de Automação: Confiança cega em sugestões de sistemas, levando a decisões ruins.
A narrativa de dados atua como o veículo que transporta a informação bruta até a compreensão humana, tornando-a relevante.
Visualização não é Storytelling
Ciommo faz uma distinção crucial: ter dados em um design bonito é apenas "visualização de dados" — um mecanismo de entrega. Storytelling com dados exige uma mudança de mentalidade.
O processo não começa com a planilha, mas com perguntas ao público interno (os executivos):
* Quem é o público-alvo desta história?
* O que os painéis atuais não estão respondendo?
* O que vocês precisam fazer com essa informação?
Somente após definir a narrativa é que a equipe busca os dados para sustentá-la. Na Humana, essa inversão de lógica reduziu o tempo de entrega de projetos de meses para semanas e eliminou surpresas nas reuniões de diretoria.
Inteligência de Decisão
O objetivo final é a "Inteligência de Decisão", uma disciplina que une Ciência de Dados a Ciências Sociais. Não basta que a solução digital seja elegante; ela precisa ser acionável.
A lição final de Ciommo para o mercado é clara: se o dado não impulsiona a empresa ou o cliente para frente, ele é apenas ruído e confusão.
Para revelar a verdade por trás dos números, é preciso voltar a focar no elemento humano da equação.
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