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O Retorno do CMO: Realinhando a C-Suite para o Crescimento

  • Foto do escritor: Comunicação
    Comunicação
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura
FBM

O marketing, historicamente o motor de crescimento das empresas, acabou ficando em segundo plano em muitas organizações.


É comum ver CMOs (Diretores de Marketing) celebrarem métricas de marca em alta, enquanto CEOs e CFOs apontam queda nas vendas.


Essa desconexão na liderança (C-suite) é um risco real para a sustentabilidade dos negócios.


Um estudo recente da McKinsey aponta a fragmentação como a grande vilã.

Na tentativa de modernização, empresas criaram múltiplos cargos executivos (Chief Digital Officer, Chief Revenue Officer, etc.), diluindo a responsabilidade sobre o consumidor.


A máxima é verdadeira: "Quando todos são responsáveis pelo crescimento, ninguém é".

Os dados corroboram a necessidade de centralização: empresas que mantêm um único papel executivo focado no cliente ou crescimento veem um crescimento até 2,3 vezes maior do que aquelas com funções divididas.


No entanto, o cenário atual mostra o oposto: a presença de CMOs na Fortune 500 caiu de 71% em 2023 para 66% em 2024, e os orçamentos de marketing recuaram para 7,7% da receita.


Para retomar o protagonismo e impulsionar o crescimento, se sugere três movimentos estratégicos para o CMO:


Assumir a Custódia do Cliente: Em um mundo omnichannel, o CMO deve ser o integrador central. Ele deve usar os insights profundos de dados para unificar a jornada do cliente, que hoje está quebrada entre diferentes departamentos, garantindo uma experiência fluida.


Adotar a Mentalidade de "General Manager": O CMO precisa deixar de ser apenas um especialista em publicidade para se tornar um líder de negócios. Isso significa sair dos silos táticos e participar ativamente do planejamento estratégico, focando em gerar valor a longo prazo para a empresa.


Criar uma Aliança com o CFO: Esta é a chave para a credibilidade. O CMO e o CFO precisam colaborar para traduzir a "sopa de letrinhas" do marketing (CTR, ROAS) em métricas de negócio reais (EBITDA, margem).


Quando o CFO valida os modelos de medição do marketing, o orçamento deixa de ser visto como despesa e passa a ser tratado como investimento essencial.


Trazer o CMO de volta para o centro das decisões, alinhado financeiramente com a C-suite, não é apenas uma questão de organograma, mas a estratégia definitiva para colocar o cliente de volta no coração do modelo de negócios.

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