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O Futuro do Varejo é Humano: Reflexões Pós-NRF 2026

  • Foto do escritor: Comunicação
    Comunicação
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura
fbm

No encontro Retail Trends Pós-NRF 2026, promovido pela Gouvêa Ecosystem, foi deixado uma mensagem clara para o mercado brasileiro: em um cenário onde a tecnologia se tornou onipresente, o maior diferencial competitivo de uma organização não é o seu software, mas a sua humanidade.


A apresentação da futuróloga Michelle Schneider capturou essa essência ao deslocar o foco das ferramentas para as pessoas.


Em 2026, a Inteligência Artificial deixou de ser um "item de luxo" para se tornar a infraestrutura básica dos negócios.


No entanto, Schneider provocou a audiência com uma verdade incontestável: a máquina pode processar dados, mas apenas o ser humano é capaz de gerar sentido.


O Surgimento do Profissional Aumentado


O conceito central discutido não foi o da substituição, mas o da ampliação.


O "Profissional Aumentado" é aquele que utiliza a IA para delegar o que é repetitivo e lógico, liberando espaço cognitivo para o que nos torna únicos.


Nesse novo ecossistema, as competências técnicas (hard skills) continuam importantes, mas as habilidades humanas — as chamadas Power Skills — assumiram o protagonismo:


Empatia Real: A capacidade de entender a dor do cliente além do que o algoritmo prevê.


Criatividade Estratégica: O salto intuitivo que cria o "novo absoluto", algo que a IA, baseada em padrões passados, não consegue replicar.


Pensamento Crítico: A curadoria humana que valida a ética e a veracidade das entregas tecnológicas.


Desaprender para Evoluir


Outro ponto vital da apresentação foi o imperativo do "Unlearn" (Desaprender). Michelle enfatizou que o ser humano precisa ter a coragem de abandonar modelos mentais que garantiram o sucesso no passado, mas que hoje são âncoras.


O futuro do varejo exige um profissional que seja um "eterno aprendiz", priorizando a agilidade emocional e a capacidade de se reinventar.


A conclusão é poderosa: a tecnologia é o motor, mas o ser humano é o piloto e o propósito.


O varejo de 2026 não será definido apenas pela eficiência de seus algoritmos de Retail Media ou logística, mas pelo quão bem ele consegue usar essa potência digital para servir, acolher e criar conexões verdadeiras entre pessoas.


No fim das contas, o varejo sempre foi — e continuará sendo — sobre gente.


Cláudio Conz - Presidente FBM

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