A Neutralidade Morreu: Nova Pesquisa Revela que Gen Z e Públicos Multiculturais Exigem Posicionamento
- Comunicação

- 23 de jan.
- 2 min de leitura

A era em que marcas podiam permanecer "em cima do muro" chegou ao fim. Um novo estudo da Givsly, plataforma de soluções de marketing responsável, em parceria com a GWI, traz um alerta claro para o mercado: a neutralidade deixou de ser uma opção segura e tornou-se um risco de negócio.
A pesquisa revela que, especialmente para a Geração Z e consumidores multiculturais, o alinhamento de valores não é mais apenas um diferencial competitivo ("nice-to-have"), mas um fator decisivo de compra e lealdade.
O Custo do Silêncio e o Prêmio da Ação
Os dados mostram uma mudança comportamental profunda. Mais de um em cada quatro americanos presta mais atenção aos valores das marcas hoje do que há cinco anos. Entre a Geração Z, esse número sobe para 36%. Mais impactante ainda é a disposição financeira: 79% da Geração Z e 64% da população geral aceitam pagar mais por marcas que se alinham às suas crenças.
Geração Z: Ação sobre Retórica
A Geração Z não busca apenas discursos bonitos; eles exigem evidências. Comparados aos Baby Boomers, eles têm 145% mais probabilidade de serem leais a marcas que compartilham seus valores publicamente.
No entanto, a tolerância para o "social washing" é zero. Quando a confiança é quebrada, 98% desses jovens preferem ver ações concretas — como doações, voluntariado e trabalho comunitário — em vez de pedidos de desculpas simbólicos. Além disso, anúncios que incluem componentes de doação retêm a atenção de mais de 70% desse público.
As causas prioritárias para este grupo incluem:
* Direitos das mulheres: 88% mais motivados que os Boomers.
* Saúde Mental: 73% mais motivados.
* Sustentabilidade: 54% mais motivados.
O Poder do Consumidor Multicultural
O estudo destaca que os consumidores multiculturais são o motor da fidelização moderna. Eles são mais propensos a recompensar (ou punir) as empresas:
Consumidores masculinos desse grupo têm 45% mais chances de reconsiderar uma compra se os valores não estiverem alinhados.
Estão 30% mais inclinados a acreditar que as marcas devem usar sua plataforma para impulsionar mudanças sociais.
O Que Define Autenticidade?
Para as marcas que se perguntam por onde começar, a resposta está dentro de casa. Tanto para a Geração Z (43%) quanto para o público multicultural (41,7%), o maior indicador de autenticidade é como a marca trata seus funcionários — incluindo salários justos, benefícios e diversidade. O apoio a causas externas aparece logo em seguida.
Conclusão
Chad Hickey, CEO da Givsly, resume o cenário: “A neutralidade deixou de ser neutra; tornou-se uma posição por si só”. Em um mercado onde a confiança é a moeda mais valiosa, as marcas que insistem em estratégias ultrapassadas de isenção correm o risco não apenas de irrelevância cultural, mas de perda real de receita.
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