top of page

Profissionais de Marketing e a "Velocidade da Cultura": O Desafio de Definir o Indefinível

  • Foto do escritor: Comunicação
    Comunicação
  • há 36 minutos
  • 2 min de leitura
fbm

"Mover-se na velocidade da cultura" tornou-se o novo mantra para profissionais de marketing que buscam relevância, especialmente junto à Geração Z. No entanto, líderes reunidos esta semana no evento Brands & Culture NY revelaram um paradoxo curioso: embora posicionem a cultura como tática essencial, a maioria sente-se mais confiante em explicar o que ela não é, do que em defini-la com precisão.


Para Tracy Doyle, vice-presidente sênior da Diageo, a imprecisão do termo não diminui sua importância, mas ajuda a estabelecer limites. “É mais fácil dizer o que não é cultura: eu diria que não é algo transacional”, afirmou Doyle. A cultura não é uma solução mágica para produtos com desempenho ruim, nem uma camada superficial adicionada no final do processo.

Estratégia Holística, Não Tática Isolada


O consenso entre os especialistas é que a cultura deve ser cultivada e integrada à estrutura central da marca. Caroline Mayhew Gardner, da The RealReal, sugere que a cultura reside no centro do debate entre "marca" (narrativa) e "marketing" (tática).


Na Diageo, essa filosofia transformou o desenvolvimento de produtos. A cultura agora caminha lado a lado com o planejamento estratégico. Um exemplo prático é a revitalização da marca Captain Morgan. Historicamente focada em um público masculino mais velho, a marca lançou o sabor Sweet Chili Lime para dialogar com consumidores recém-chegados à maioridade, sem alienar sua base fiel.


Além da Demografia: O Fator Psicográfico

Um erro comum é associar "marketing cultural" exclusivamente à juventude. Shibani Potnis, diretora de marketing da Norseland (ex-Campbell’s), argumenta que a cultura transcende a idade. “O fio condutor diz respeito mais às características psicográficas que nos unem do que às demográficas”, explicou.

Potnis citou o exemplo da Goldfish. Originalmente uma marca infantil, ela se reposicionou para "jovens de espírito", lançando parcerias com temperos como Old Bay e Frank’s Red Hot para atrair o paladar adulto.


Em suma, seja vista como um caleidoscópio ou um tear complexo, a cultura exige autenticidade. Para as marcas, o segredo não está em tentar ser tudo para todos, mas em encontrar onde seus fios se encaixam na trama social, fugindo do puramente transacional para criar conexões duradouras.

Comentários


bottom of page