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Como Vencer os Pontos Cegos do CEO

  • Foto do escritor: Comunicação
    Comunicação
  • 15 de abr.
  • 2 min de leitura
fbm

A trajetória de um CEO não é uma linha reta; ela obedece a ciclos naturais que se assemelham às estações do ano.


Em nova análise, Scott Keller e sócios da McKinsey, autores do livro Um CEO para Todas as Estações (Out/2025), revelam que os 200 melhores CEOs do mundo — responsáveis por gerar US$ 5 trilhões em valor excedente — se destacam por um motivo crucial: eles performam acima da média em todas as quatro etapas do mandato.


Contudo, a pesquisa aponta um fenômeno perigoso: o "Efeito Lake Wobegon". A maioria dos líderes superestima suas próprias habilidades quando comparada à visão de seus conselhos e subordinados. Para alcançar a excelência, é vital reconhecer e mitigar os pontos cegos típicos de cada estação:


1. Primavera (A Preparação)


Nos anos que antecedem a posse, o foco é adquirir experiência e demonstrar qualidades de liderança, posicionando-se como a escolha natural para o cargo.


2. Verão (A Chegada)


Nos dois primeiros anos, o objetivo é implementar ações ousadas que definam o tom da gestão.

* O Ponto Cego: Excesso de confiança na mudança cultural. Novos CEOs subestimam a dificuldade de alterar comportamentos e alinhar a equipe. Frequentemente, lutam contra a fragmentação do tempo, correndo uma "maratona em ritmo de sprint".


3. Outono (A Manutenção)


Após o sucesso inicial, o desafio é combater a complacência e criar novas "curvas em S" de crescimento radical.

* O Ponto Cego: A perda da visão inspiradora. O líder tende a se apegar a estratégias antigas e fecha-se para novas ideias, acreditando que, por ter construído o caminho até ali, já possui todas as respostas.


4. Inverno (A Sucessão)


A fase final exige preparar a entrega do bastão com elegância.

* O Ponto Cego: Falta de clareza estratégica. O desejo de proteger o legado pode levar à aversão ao risco ou, inversamente, a decisões imprudentes para evitar o tédio. A má gestão da sucessão pode criar disputas internas e desestabilizar a equipe.


A excelência não reside na ausência de erros, mas na agilidade de aprendizado. Como resume Sam Hazen, CEO da HCA Healthcare, o segredo é sentir-se sempre "atrasado", mantendo a organização e a si mesmo em constante evolução e movimento

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